O que é Pedofilia

O que é Pedofilia

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A pedofilia, atualmente, é definida simultaneamente como doença, distúrbio psicológico e desvio sexual (ou parafilia) pela Organização Mundial de Saúde. Nos manuais de classificação dos transtornos mentais e de comportamento encontramos essa categoria diagnóstica. Caracteriza-se pela atração sexual de adultos ou adolescentes por crianças. O simples desejo sexual, independente da realização do ato sexual, já caracteriza a pedofilia. Não é preciso, portanto que ocorram relações sexuais para haver pedofilia. O fato de ser considerada um transtorno, não reduz a necessidade de campanhas de esclarecimento visando à proteção de nossas crianças e adolescentes e nem tira a responsabilidade do pedófilo pela transgressão das barreiras geracionais. Mas afinal o que é a pedofilia? «Pedofilia é um desvio na escolha do objecto sexual e chama-se desvio porque na nossa concepção de norma – e aqui norma não é estatística, mas sim norma “ideal”, aquela que conhecemos através da psicologia de desenvolvimento – o desvio acontece. Não estamos a falar de uma norma imposta social ou culturalmente, mas sim de algo próprio de todos os seres humanos. No desenvolvimento do ser humano este comportamento não é esperado», Isto confirma a ideia de que é possível tratar a pedofilia. Se estamos perante desvios de comportamento, «há que reestruturar a personalidade do indivíduo. Reconstruí-la sem o desvio», . Para a psicologia há muitos mitos e preconceitos em relação a este tema, por exemplo: «Afirmar que o pedófilo foi ele próprio alvo de abuso sexual é errado. Pode acontecer, mas não tem de haver ligação. Quem foi abusado não é obrigatoriamente pedófilo e quem nunca foi abusado pode ser pedófilo». Numerosas técnicas voltadas para o tratamento da pedofilia têm sido desenvolvidas. Muitos vêm à pedofilia como altamente resistente contra interferência psicológica, e acreditam que tratamentos e estratégias de reparação são ineficientes. Acreditamos que a pedofilia poderia ser claramente mais bem tratada com êxito se a comunidade médica destinasse mais atenção ao tema.

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