Convulsão

Convulsão

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A definição precisa de convulsão é difícil de ser compreendida, mas pode-se dizer que é uma descarga elétrica nos neurônios causando uma alteração da função motora, na sensibilidade, na consciência ou comportamento de uma pessoa.

As mais conhecidas e difundidas são as do tipo tônico-clônico generalizadas, nas quais os pacientes perdem a consciência e têm movimentos de contração e clônus musculares. Pode-se citar as ausências, as crises mioclônicas, as parciais. (convulsão focal). Quando um familiar ou conhecido estiver tendo uma crise convulsiva do tipo tônico-clônico deve ter sua via aérea e cabeça protegida, virando o paciente de lado e utilizando um travesseiro ou algo macio embaixo da cabeça. Não devem tentar retirar ou segurar a língua do paciente já que pode causar lesões na pessoa que tenta ajudar e no próprio paciente. Existem vários tipos e causas para as convulsões, e com isso, várias classificações. Convulsões podem ser causadas por trauma craniano, infecção do sistema nervoso (como meningite), neurocisticercose, hidrocefalia, privação do sono, acidente cerebrovascular (AVC), febre, relacionado ao uso de drogas (inclusive álcool), tumores, doenças do sistema nervoso, etc.  Existem ainda, as convulsões chamadas idiopáticas, ou seja, sem causa conhecida. Todo primeiro episódio de crise convulsiva deve ter sua causa investigada, para melhor tratamento do paciente. As convulsões febris são o tipo de convulsão mais comum, são consideradas benignas, e o uso de anticonvulsivante normalmente não é necessário e deve ser estudado a cada caso. Mesmo em uso de medicação adequada pode haver crises de “escape”, mas costumam ser pouco freqüente. Mas existem outras causas a serem investigadas como: infecções sistêmicas, distúrbios metabólicos, não aderência ao tratamento. O tratamento normalmente consiste em tratar a causa primária da crise e manter medicação por tempo adequado (conforme necessidade de cada caso). Pacientes em uso de medicação anticonvulsivante não devem interromper o tratamento nem mesmo por um dia; salvo por ordens médicas, ou estarão colocando em risco suas vidas. Mulheres epilépticas devem procurar um médico quando desejarem engravidar, para esclarecimento dos riscos e uso da medicação mais adequada durante a gravidez.

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