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Dicas de Saúde » O uso da meia elástica
Dr. Luiz Baldini Neto

                               O uso da meia elástica

 

Certamente, todos já ouviram falar sobre a meia elástica que muitas pessoas utilizam em casos de varizes ou dores nas pernas. Igualmente, comentários de que seu uso é difícil e “sacrificante”, predominam na população fazendo com que muitos tenham receio em utilizá-la.

Mas afinal, o que é uma meia elástica ? Estas e muitas perguntas são feitas no consultório vascular.

No sentido de esclarecimento e orientação geral, seguem abaixo, respostas a algumas das questões mais frequentes:

1)  O que é uma meia elástica? Seria o mesmo que as meias (estéticas) utilizadas pelas mulheres quando do uso de saias ou vestidos?

É uma meia medicinal que comprime as pernas de uma maneira específica promovendo conforto e proteção nos casos de doença venosa. A meia comum tem apenas indicação estética sendo usada para aquecer e realçar vestidos e saias. O fato de não conseguir usar estes tipos de meias (estéticas) não significa que a medicinal (elástica) também não será tolerada, pois seu mecanismo de ação é diferente.

2)  Quando ela seria necessária?

Ela é necessária, na maioria das vezes, em casos de varizes de membro inferior, em pacientes que já tiveram trombose venosa profunda (doença que obstrui as veias profundas das pernas) e em pessoas que permanecem muito tempo em pé sentindo desconforto ao final do dia.

3)  Como ocorre sua ação para melhorar a doença vascular?

Para entender de maneira simples a ação da meia temos que lembrar que as veias da perna seguem dois trajetos (no sentindo das pernas até o coração): um mais superficial que podemos ver nitidamente nos casos de varizes e outro mais profundo através dos músculos da perna. Geralmente, nos casos de doença venosa, o sistema superficial esta doente e o profundo preservado. Assim, a meia comprime a perna não permitindo que o sangue passe pelo sistema superficial, direcionando o mesmo para o profundo, aliviando os sintomas das varizes e evitando complicações das mesmas.

4)  Ela pode ser usada sem avaliação médica?

Não deve ser utilizada sem avaliação do médico vascular pois em alguns casos existe alteração na nutrição das pernas (casos de doença arterial) ou até mesmo alergias ao componente da meia. Ainda, para cada tipo de doença há uma meia específica com relação a sua pressão (suave, média, ...).

5)  A cirurgia de varizes substitui o uso da meia elástica?

Atualmente, o uso da meia é muito importante naqueles pacientes que necessitam de cirurgia de varizes pois melhora os sintomas até sua realização, diminui o risco de complicações após a cirurgia e o tempo de recuperação. Em alguns casos de doença muito agressiva, os pacientes devem usar a meia pela vida inteira mesmo após a cirurgia. Portanto, não se deve achar “que se for operar a meia é desnecessária”.

6)  A meia, além de ser quente, é feia e precisa ser do tipo “meia-calça”. Isto é verdade?

Não é verdade. Muitas são feitas de algodão e se apresentam em diversas cores o que as tornam mais atraentes e menos quentes. Em grande parte dos casos, basta utilizar a meia ¾ pois é na perna que ocorre o desvio do sangue desejado. Muitas pessoas deixam de utilizar a meia pois acreditam que sempre deve ser do tipo meia-calça que é mais quente e desconfortável.

7)  O que se espera com o uso da meia? Ela pode evitar complicações?

A meia propicia melhora significativa dos sintomas mais comuns : dor ao fim do dia, sensação de cansaço e peso nas pernas, enformigamentos e outros. Pode evitar complicações como úlcera venosa e trombose venosa.

8)  O uso de sapato alto e a prática de exercícios impossibilitam o uso da meia?

Na literatura médica existe muita discussão quanto ao uso do sapato alto e sua relação com varizes. O que se sabe através de pesquisas recentes é que se o salto não for demasiadamente alto, permitindo a contração da musculatura da panturrilha em um paciente que estiver usando a meia, não há grande prejuízo. Porém deve-se lembrar que por razões ortopédicas, o sapato alto pode trazer complicações ao indivíduo. Quanto à prática de exercícios, o paciente necessita do uso da meia ao realizá-lo o que inclusive, melhora a circulação da perna.

9)  Como deve ser colocada a meia?

A meia deve ser colocada quando se acorda (pois é quando a perna encontra-se sem inchaço) antes de sair da cama e ser retirada ao final do dia quando do momente de se deitar. Nos casos de banho matinal, recomenda-se que este seja breve e um repouso de cerca de 30 minutos antes de colocar a meia.

10)             Eu tenho apenas alguns vasinhos que acho muito feio...neste caso, preciso usar a meia?

Mesmo que a queixa seja apenas estética alguma doença provoca o aparecimento dos vasinhos e deve ser tratada. Muito frequentes são os pacientes que tratam os vasinhos apenas com aplicações sem a preocupação com a doença que os provoca. Assim, a avaliação do médico vascular é de fundamental importância.

11)            Uso anticoncepcional e tenho varizes. O que devo fazer? Posso parar de tomá-lo para não ter que usar a meia elástica?

Nesta situação o acompanhamento com o médico vascular e o ginecologista permite a orientação individualizada. A necessidade do uso de hormônios (anticoncepcionais) ocorre em muitas situações médicas desde pacientes jovens com vida sexual ativa até em casos de casais com prole definida e relacionamento estável. Isto significa que em casos de varizes, o ginecologista deve escolher o melhor método anticoncepcional (evitando hormônios se possível), sendo o mais importante o início do tratamento vascular. Logo, tendo varizes, mais importante que se preocupar com o uso da “pílula” é consultar um médico vascular para iniciar um tratamento adequado.

12)            Uma pessoa idosa pode usar meia elástica?

Pode e deve, respeitando os critérios médicos existentes. Nesta faixa etária, o controle dos sintomas permite maior independência para as caminhadas além de prevenir úlceras venosas e trombose venosa.

 

Dr. Luiz Baldini Neto - Residência em Angiologia/Cirurgia Vascular/Endovascular pela UNICAMP. Título de especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular).Título de especialista em Cirurgia Endovascular pela SBACV.

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